Tocantins, 21 de agosto de 2018 - Mira Jornal - 00:00

Estado

Preso há dois dias, presidente da Câmara de Palmas presta depoimento em delegacia

08/08/2018 12h13

(Foto: TV Anhanguera / Reprodução) Folha fez sinal de positivo para câmera
José do Lago Folha Filho chegou à sede da Polícia Civil e acenou para as câmeras. Ele é suspeito de ser um dos mentores de um esquema que desviou R$ 7 milhões da Prefeitura de Palmas.

O presidente da Câmara Municipal de Palmas, José do Lago Folha Filho (PSD), prestou depoimento na manhã desta quarta-feira (8). Ele foi levado pela Polícia Civil para a sede da Delegacia Especializada na Repressão a Crimes de Maior Potencial contra a Administração Pública (Dracma), onde está sendo ouvido. O vereador chegou na delegacia com o uniforme padrão da Casa de Prisão Provisória de Palmas e acenou para as câmeras.

O depoimento do vereador Folha terminou por volta do meio-dia. O delegado Guilherme Rocha, responsável pelas investigações, informou ao G1 que o depoimento "satisfez todas as pretensões investigativas". Por causa disso, deve pedir que ele seja liberado para responder ao processo em liberdade.

O parlamentar é suspeito de ser um dos mentores de um esquema criminoso que desviou R$ 7 milhões da Fundação Municipal de Esporte e Lazer (Fundesportes) e da Secretaria de Governo e Relações Institucionais da capital. Folha está preso desde segunda-feira (6), quando se apresentou à polícia.

A verba seria destinada a projetos sociais, mas o dinheiro teria sido usado em campanhas eleitorais de 2014. Folha e outros dois vereadores foram alvos da 2ª fase da operação Jogo Limpo.

Ao todo, 26 mandados de prisão temporária foram cumpridos desde a última sexta-feira (3), sendo que 24 pessoas foram liberadas, entre elas o vereador Rogério Freitas. O último mandado foi cumprido na manhã desta quarta-feira (8), contra o vereador Major Negreiros, no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.

Major Negreiros 
O vereador Major Negreiros foi detido pela Polícia Federal no Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro. A informação é do delegado da Polícia Civil, Guilherme Rocha, responsável pelas investigações. O parlamentar tinha um mandado de prisão em aberto. Ele estava viajando para o Chile com a família, quando foi deflagrada a 2ª fase da operação Jogo Limpo, da Polícia Civil. Três parlamentares teriam participado do esquema.

Major Negreiros está sob custódia da PF do Rio de Janeiro e será encaminhado para Palmas. O G1 busca contato com a defesa do vereador.

O esquema
O esquema envolve quatro núcleos compostos por servidores, políticos, empresas fantasmas e entidades. Segundo a decisão judicial, 10 entidades investigadas admitiram o uso de notas frias fornecidas por sete empresas fantasmas.

As notas seriam para justificar despesas e serviços não realizados. Depois, o dinheiro seria desviado para servidores e agentes políticos ou para terceiros indicados por eles.

A polícia informou na última sexta-feira (3) que encontrou R$ 40 mil na conta do vereador Rogério Freitas oriundos de uma empresa fantasma utilizada no esquema e R$ 10 mil na conta pessoa do vereador Folha.

Outro lado
O presidente da Câmara de Palmas disse que teve ciência das denúncias através da imprensa. Falou que desconhece e que não autorizou que fossem feitos depósitos na conta dele e garante que é inocente. A defesa dele informou que fez o pedido de liberdade.

A Prefeitura de Palmas informou que está à disposição da Justiça e da investigação para contribuir com qualquer esclarecimento. O vereador Rogério Freitas disse em entrevista à TV Anhanguera que até o momento não foi acusado de nada e é inocente.

O vereador Major Negreiros ainda não se posicionou sobre as acusações.

1ª fase da operação
A primeira fase da operação foi realizada em fevereiro deste ano contra uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro. O crime era praticado por meio de entidades sem fins lucrativos e empresas fantasmas, conforme as investigações. Ao todo, 10 federações e organizações não governamentais (ONG) podem estar envolvidas, além de quatro empresas.

Na época, os policiais cumpriram 24 mandados de prisão temporária e 33 mandados de busca e apreensão em Palmas e em mais quatro cidades do Tocantins: Paraíso do Tocantins, Nova Rosalândia, Paranã e Miracema.
(Do G1TO)

   

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  • Jonas
    25/07/18 18h50
    Parabenizo a equipe deste conceituado veiculo pelas noticias completas e explicativas, fato incomum em outros veiculos
  • Miracemense
    16/06/18 10h37
    Bom dia! Gostaria de saber cadê as duas ambulâncias que o Deputado Junior Evangelista prometeu para o Hospital de...
  • jose maciel gomes
    09/06/18 23h27
    aqui em bernardo sayao um vereador pedro dos santos esta vendendo gasolina clandestina no valor de 10,00 litro
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