Tocantins, 23 de julho de 2019 - Mira Jornal - 00:00

Brasil

Fim da estabilidade para servidor público ineficiente é aprovada em Comissão no Senado

11/07/2019 06h41

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado Relatora da matéria na comissão, a senadora Juíza Selma/PSL-MT
Servidores presentes pressionaram os parlamentares para que votassem contra a matéria.

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (10), o projeto de lei complementar que regulamenta a avaliação de desempenho dos servidores públicos e estabelece regras para a demissão por baixo desempenho. Inserida na Constituição pela Emenda Constitucional 19, em 1998, a avaliação carece de regulamentação.

Relatora da matéria na comissão, a senadora Juíza Selma (PSL-MT) apresentou um requerimento de urgência para o projeto. Com a aprovação do pedido, com voto contrário dos senadores Paulo Paim (PT-RS) e Zenaide Maia (PROS-RN), o texto seguirá diretamente para plenário. A oposição queria que o projeto passasse antes pela Comissão de Direito Humanos e Minorias.

Juíza Selma anotou que a medida não altera a estabilidade dos funcionários públicos. “Ressalto que este projeto corresponde sim aos anseios da população brasileira em ter um serviço público mais eficiente, expurgando do sistema aqueles servidores que insistem em ter conduta desidiosa e que em nenhum momento põe em risco a estabilidade do servidor público atento às suas atribuições”, argumentou.

Na mesma linha, o senador Lasier Martins (Podemos-RS) disse que a proposta visa melhorar a qualidade do serviço prestado à população. “(O projeto) tem a ver com a qualificação do funcionalismo, combate servidores estáveis ineficientes”, disse ao Congresso em Foco. “Há 21 anos se espera resposta à demanda constitucional. Estamos então apenas cumprindo a Lei Maior. O que queremos é valorizar o bom servidor e dar ao brasileiro o serviço público eficiente que merece”, acrescentou.

A matéria regulamenta o artigo 41, inciso primeiro, da Constituição. O dispositivo determina que o servidor estável – já transposto o período de três anos de estágio probatório – fica sob risco de perder seu posto de concursado em caso de resultado insatisfatório “mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada ampla defesa”.

O que o texto promove é a definição de normas mais específicas para a execução de tais testes, com pontuação por desempenho. Lasier afirma ainda que a proposta foi amplamente debatida, passou por audiências públicas e foi submetida a consulta pública no site do Senado. Servidores presentes à audiência, no entanto, pressionaram os parlamentares para que votassem contra a matéria.
(Do Congresso em Foco) 

   

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  • Aílton Ferreira Araújo
    19/07/19 09h57
    A morte do Moisés, até hoje nada, a polícia sabe, a polícia não e besta só está esperando provas concretas. Ssp vamos...
  • AILTON FERREIRA ARAUJO
    19/07/19 09h52
    Manoela cruz, isso e verdade o povo falsos e esses vereador de Miracema, 2020 está chegando todos querem novamente...
  • Manuela Cruz
    16/07/19 11h59
    Certos políticos, quando querem ser eleitos,ser bem sucedidos na política,usam artimanhas, irão nas suas casas fazer...
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