Tocantins, 10 de dezembro de 2018 - Mira Jornal - 00:00

Estado

Candidatos ficam sem vagas mesmo tendo mais votos que adversários; entenda o motivo

09/10/2018 08h04

Divulgação Cadeiras na AL são disputadas no sistema proporcional de votos
Candidatos com menos votos se beneficiam do quociente eleitoral para ocupar cargos no legislativo. Situação se repete na Assembleia e na Câmara.

Mesmo tendo mais votos que os adversários, alguns candidatos vão ficar de fora da bancada do Tocantins na Câmara dos Deputados e também da composição da Assembleia Legislativa. Isso acontece em todo o país em função do sistema proporcional utilizado para os cargos de deputado estadual e federal.

Na disputa pela Câmara, Lázaro Botelho (PP), Josi Nunes (PROS) e Tiago Andrino (PSB) tiveram mais votos que Celio Moura (PT) e mesmo assim ficaram de fora.

Já na corrida pela AL, oito nomes tiveram mais votos que Cláudia Lelis (PV) e não terão um vaga: Gutierres Torquato (PSDB), Marcus Marcelo (PR), Filipe Martins (PSC), Gleydson Nato (PHS), Solange Duailibe (PT), Jose Salomão (PT), Edinho (PROS) e Ronivon Maciel (PROS).

Isso ocorre porque a distribuição das cadeiras para estes cargos do legislativo é feita através do quociente eleitoral, e não por maioria absoluta dos votos. Para os cargos de presidente, governador e senadores, quem teve mais votos é automaticamente eleito. Já os deputados dependem da combinação de resultados das coligações.

O sistema funciona da seguinte forma: se são 10 cadeiras na disputa e são registrados 100 mil votos validos, cada vaga é equivalente a 10 mil votos. Por isso, a coligação ou partido que tiver 20 mil votos terá direito a duas vagas, enquanto o partido ou coligação que tiver nove mil, por exemplo, não terá direito a nenhuma.

Mesmo que o candidato de um partido ou coligação tenha sozinho oito mil votos, a vaga fica com o segundo candidato mais bem votado da coligação adversária, que poderia ter, por exemplo, cinco mil votos.

Como a divisão geralmente produz números quebrados, sobram algumas vagas que são divididas por meio de outra conta, que inclui apenas os partidos que obtiveram cadeira na primeira fase.

No cálculo das sobras, o número de votos do partido ou coligação é dividido pelo número de vagas conquistadas na primeira fase, mais o número 1. Ganha a vaga o partido que obtiver a maior média na divisão.
(Do G1TO)

   

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  • Indignado
    28/11/18 11h37
    Acorda povo de Miracema e região. Tirem a bunda do sofá e se mexam. Acordem e olhem em sua volta. É um absurdo o que...
  • José Oliveira Martins
    17/10/18 09h17
    Não sei se cabe aqui minha pergunta. Outrossim vou perguntar: "Como se encontram as investigações do assassinato...
  • Dona Zilma
    08/09/18 18h40
    poise ze carlo moisés em pouco tempo fez muto por miracema, a policia p´recisa logo descobrir quem fez isso, o senhor...
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