Tocantins, 17 de fevereiro de 2018 - Mira Jornal - 00:00

Estado

SEMUS rescinde contrato e deixa UPAs sem segurança

12/07/2017 17h48

Márcio Vieira
Empresa diz que Secretaria não cumpriu legislação e estaria tramando uma contratação emergencial de forma irregular

Alegando descumprimento de cláusulas contratuais, a Secretaria Municipal de Saúde – Semus – rescindiu contrato com a empresa Tocantins Vigilância, responsável pelo serviço de vigilância nas duas Upas e nos dois Caps da Capital, no último dia 30 de junho, porém a empresa só foi notificada, formalmente, nesta terça-feira, dia 11, para a retirada imediata do pessoal que prestava os serviços no órgão. Desde então, as UPAs estão sem segurança.

O proprietário da empresa, Wesley Santos Silva, discorda da forma como foi feita a rescisão unilateral do contrato, uma vez que não foi respeitado o direito ao contraditório e ampla defesa, conforme determina o artigo 5º, inciso LV da Constituição Federal. Ele suspeita que a rescisão foi uma trama para contratação emergencial de forma irregular de outra empresa de vigilância.

Wesley diz estanhar a celeridade no processo de rescisão, uma vez que alguns de seus funcionários o informaram que já nesta sexta-feira, dia 14, os mesmos continuarão trabalhando nas Upas e nos Caps para a empresa Cantão Vigilância. O detalhe curioso, segundo Wesley, é que essa Empresa Cantão participou da licitação anterior e foi desclassificado por não ter documentação. “É estranho uma empresa ser contratada sem nenhum processo licitatório, mesmo tendo essa mesma empresa sido desclassificada no processo que originou a contratação da empresa Tocantins Vigilância”, ressalta Wesley.

Atrasos

Segundo Wesley, começaram a haver atrasos no pagamento dos funcionários em função de que a Secretaria Municipal de Saúde de Palmas passou a atrasar os repasses do serviço prestado, desde dezembro de 2016 para a empresa. “A Semus não pagou dezembro no prazo, pagou janeiro somente em março e por conta dos atrasos houve um processo trabalhista movido pelo sindicato da categoria e a Semus cumpriu em parte a determinação judicial, ou seja, os meses de dezembro/2016 e fevereiro/2017”, explica.

O proprietário da Tocantins Vigilância afirma ainda que a Semus encontra-se inadimplente com a empresa com relação aos meses de março, abril, maio, junho e 11 dias de julho. Ainda nesta quarta-feira, dia 12, Wesley Santos protocolou um documento, junto à secretaria solicitando o pagamento dos meses em atraso.
(Da Ascom Marcia Alves - 98422-8340) 

   

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  • Jair Filho
    17/02/18 11h24
    a construção das pontes parou porque ta chuvendo o ta sem pagamento?
  • Deusiane
    13/02/18 10h50
    acho qui carnaval trz muito diversão e preocupação tem que saber fazer sem deixar de fazer
  • Lais Pinheiro
    09/02/18 15h40
    Bom dia, qual o telefone para contato com a redação? Laís Pinheiro Brasilia / DF Da Redação: (63) 33661838...
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