Tocantins, 17 de dezembro de 2017 - Mira Jornal - 00:00

Estado

Três são condenados a prisão por morte do jornalista Mateus Júnior

28/11/2017 15h29

(Foto: reprodução GloboNews) Jornalista Mateus Júnior
Penas variam entre 21 e 23 anos. Crime foi em setembro do ano passado; trio foi condenado por latrocínio, além de ocultação de cadáver.

Três homens foram condenados pela morte do jornalista Matheus Júnior. O crime aconteceu em setembro do ano passado, em Palmas. Bráulio Breendon Gonçalves Alencar, foi condenado a 21 anos e três meses de prisão, Thiago Cruz Alencar, a 23 anos e três meses e Ronie Von Pereira da Silva, a 21 anos.

Segundo a sentença do juiz Francisco de Assis Gomes Coelho, os três praticaram latrocínio, roubo seguido de morte, além de ocultação de cadáver.

Em relação a duas jovens que também eram acusadas do crime, Jaqkeline Cleia e Jaqueline Matos, o juiz entendeu que elas não tiveram participação na morte do jornalista. Por causa disso, elas não foram condenadas por latrocínio.

Mas, conforme a sentença, Jackeline foi acusada por ajudar os suspeitos a fugirem e a outra jovem por receptação, já que ela usou parte do dinheiro obtido com a venda do aparelho de TV da vítima.

À elas, o juiz determinou a suspensão condicional do processo, uma solução alternativa para evitar a continuidade do processo em crimes em que a pena mínima não ultrapassa um ano.

O caso
O jornalista Francisco Mateus da Silva Júnior desapareceu na madrugada do dia 3 de setembro de 2016. Ele foi visto pela última vez, por volta das 2h, em um bar da quadra 303 Norte, em Palmas. Amigos sentiram a falta do jornalista e denunciaram o desaparecimento. Dois dias depois, a polícia foi até a casa dele, na quadra 306 Sul, e encontrou o local aberto e revirado.

Na casa foram encontrados copos quebrados pelo chão, gavetas remexidas, piscina ligada e cheia de latas de cerveja. Uma televisão foi levada e o carro da vítima não estava na garagem, porém, os documentos de Júnior e do veículo ficaram para trás.

O carro de Júnior foi encontrado em Porangatu, município ao norte de Goiás, no dia 6 de setembro. O veículo estava abandonado, perto da rodoviária da cidade. A polícia disse que dentro do carro não tinha ninguém e nem vestígios de sangue.

No dia 7 de setembro, o corpo do jornalista foi encontrado em uma estrada perto de Lajeado, município a cerca de 65 km de Palmas. Foi um dos suspeitos que levou a polícia até o local. Ao todo, cinco pessoas foram presas após o crime. Roni Von Pereira foi o último a ser capturado, em Goiânia, no dia 22 de novembro.

O laudo sobre a morte do jornalista Francisco Mateus da Silva Júnior apontou que ele morreu por enforcamento. Ainda de acordo com o laudo, o jornalista morreu por causa de uma lesão no pescoço, possivelmente causada por um pedaço de pano. O resultado do exame contradiz a versão contada pelos suspeitos de que a vítima teria morrido após passar mal de asma.

Mateus era natural de Itaporanga (PB). Ele foi assessor de comunicação do Governo do Tocantins, da Prefeitura de Palmas, chefe da assessoria da Assembleia Legislativa e atualmente trabalhava na Federação da Agricultura do Estado (FAET).
(Do G1TO)

   

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