Tocantins, 19 de setembro de 2018 - Mira Jornal - 00:00

Estado

Para conter despesas da AL, Paulo Mourão sugere fim de auxílio-moradia para deputados

08/03/2018 10h09

Fotos: Benhur de Sousa
No momento em que a Assembleia Legislativa (AL) está desenquadrada na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o deputado estadual Paulo Mourão (PT) sugeriu aos deputados que abram mão do auxílio-moradia.

Durante discurso na sessão ordinária desta terça-feira, dia 6, quando comentava o fato de que não só executivo está desenquadrado na Lei de Responsabilidade Fiscal, mas também a Assembleia Legislativa e o Tribunal de Contas do Estado (TCE), Paulo Mourão sugeriu que os deputados deem exemplo e abram mão do auxílio-moradia, que na opinião do parlamentar é um privilégio. "Não podemos aceitar um estado na situação do Tocantins com privilégios, essencialmente de parlamentares", opinou.

Paulo Mourão sempre foi contra a concessão do benefício e nunca fez uso dele. "Nunca aceitei", reforçou. "E injustificável com o salário que o deputado estadual recebe ainda ter um benefício de praticamente R$ 5 mil, o trabalhador que ganha um salário de R$ 1 mil ou R$ 2 mil não tem esse benefício, é preciso a gente fazer uma reformulação e darmos exemplos", opinou.

O parlamentar sugere que o presidente da casa, deputado Mauro Carlesse (PHS) faça a revogação da lei que concede o auxílio-moradia, a fim de ajudar no controle das despesas da Casa. Paulo Mourão é a favor também que os órgãos melhorem a gestão adotando ações corretoras, concretas e pragmáticas para se enquadrar aos limites da lei.

Mourão considerou uma situação preocupante o fato de dois importantes órgãos fiscalizadores do executivo também estarem desenquadrados na Lei de Responsabilidade Fiscal. "Os únicos poderes que estão enquadrados no estado do Tocantins, respeitando a LRF, são o Tribunal de Justiça (TJ) e o Ministério Público Estadual (MPE)", frisou. Mourão pondera que os poderes acabam ficando impossibilitados de fazer seu planejamento porque o estado deixa de transferir o que está previsto no orçamento, justamente porque há frustração de receitas, o que acarreta o descontrole orçamentário nos poderes.
(Da Ascom/Deputado)


   

Comentários (1)

  • Antonio | 08/03/18 15h58

    É vergonhoso chamar de auxilio 5000 reais. No final de 4 anos dá para comprar uma casa boa. Um trabalhador não recebe um centavo como auxilio, ja um deputado ou juiz anda esbanjando dinheiro assim. Vamos fazer um movimento nas ruas para acabar com isso.

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Comente

  • Dona Zilma
    08/09/18 18h40
    poise ze carlo moisés em pouco tempo fez muto por miracema, a policia p´recisa logo descobrir quem fez isso, o senhor...
  • Joel da Silva
    12/08/18 10h02
    Parabéns prefeito moisés, por não dar a desculpa q não faz nada porque tava arrumando a casa. Foi lá e fez
  • Maria Aparecida da Silva Pereira
    12/08/18 09h59
    Estamos de olho na reforma que estende até sua casa. Tem muito politico de Miracema inelegível. FICA A DICA
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