Tocantins, 18 de novembro de 2019 - Mira Jornal - 00:00

Política

BRK é debatida em audiência pública na Câmara de Miracema

06/11/2019 18h16

Fotos: Léo Santana Sessão Ordinária de 5 de novembro
A empresa BRK Ambiental, enfim, atendeu a convocação dos vereadores de Miracema do Tocantins, para dar explicações sobre supostos aumentos abusivos nas contas de água e descumprimento do Termo de Responsabilidade celebrado entre a concessionária e a Prefeitura Municipal.

A audiência pública aconteceu logo após a sessão ordinária realizada a partir das 19h da segunda-feira, dia 4, no Plenário Sebastião Borba dos Santos, quando o gerente regional de operações da BRK Ambiental, engenheiro Frederico Rupsou, utilizando o sistema data show da Câmara, apresentou um histórico sobre a empresa, com dados e estatísticas de atuação no estado.

Em seguida falou sobre algumas soluções efetuadas a partir de reclamações de consumidores e requerimentos de vereadores.

O engenheiro esteve acompanhado do coordenador de operações da BRK Lucas Rocco, juntamente com a diretora de relações institucionais, Viviane Gurd e a advogada Carinne Matos, do departamento jurídico da concessionária.

Os vereadores cobraram o cumprimento do Termo de Responsabilidade, provocando o atraso no cronograma traçado na parceria entre BRK Ambiental e Prefeitura, sob o aval da Câmara Municipal, onde foi discutido e celebrado o documento entre as partes.

Além dos vereadores, alguns munícipes questionaram a concessionária de forma contundente, apresentando fatos recentes como dois vazamentos que estariam ocorrendo naquele momento na Avenida Zeca Pereira, conforme relatou o taxista Josiel. “Passei lá agora e o vazamento continua”, assegurou, denunciando ainda uma erosão com fotos que circulam nas redes sociais, ocorrida em função de vazamento próximo a conhecida Bacia Leiteira.

Também o radialista Paulo Cavalcante comentou que, em dois imóveis de sua propriedade, um deles é fechado, cuja conta é escandalosamente maior do que onde reside.

Já o presidente da Câmara Edilson Tavares/MDB, com a firmeza que lhe é peculiar, criticou a falta de responsabilidade da empresa e contabilizou inúmeras reuniões na Casa de Leis entre o então prefeito Moisés Costa/MDB, assassinado em 30 de agosto do ano passado, os onze vereadores e a diretores da BRK Ambiental.

Tavares ainda lembrou que o município foi procurado pela empresa para renegociar a dívida deixada pelas gestões passadas, com intuito maior de conseguir a assinatura de anuência, já que a empresa negociava a transferência administrativa com a Odebrecht, e manter a concessão na captação, tratamento e distribuição da água do Córrego Correntinho. “A empresa vem tirando nossa água e vendendo pra nós mesmo e na hora da compensação não cumpre o que foi acordado”, disse, alertando que o não cumprimento do acordo poderá provocar a revogação da concessão. Momento que o vereador Natan Fontes/MDB observou: “O município tem condições e pode assumir isso”, citando o município de Pedro Afonso como exemplo.

Fazendo anotações enquanto ouvia os questionamentos, o engenheiro Frederico comentou a aprovação, momentos antes, do Projeto de Lei nº 011/2019 que obriga a instalação de bloqueador de ar nos hidrômetros. Disse que será tecnicamente inviável, “não existe no mercado o equipamento regulamentado” e que se fosse possível instalar existiria o risco da contaminação da água. “Mas existe ventosas espalhadas em várias partes da cidade”, amenizou.

Quanto aos supostos problemas com contas, disse que vai averiguar urgentemente o que está acontecendo e insistiu para que os consumidores reclamem quando perceberem algo que não concordam.

Sobre o Termo de Compromisso, o gerente operacional da BRK ressaltou que o documento teria caducado, já que teria vencido ainda em março de 2018 e será necessário formalizar um Aditivo.

Frederico falou ainda sobre o “alto custo na obra do setor Santa Filomena, que teria consumido mais de R$ 6 milhões" e preveniu que terá que haver nova discussão para a obra do setor Universitário e demais setores estabelecidos.

Vereadores ainda rebateram o engenheiro, alegando que a empresa abandonou a obra mal iniciada no setor Universitário, deixando também de complementar o setor Santa Filomena na área próxima ao Parque Agostina e na rua que faz divisa com o setor Novo Horizonte.

Edilson Tavares retrucou Frederico Rupsou, aventando que os dois setores (Filomena e Universitário) eram para estar prontos, lembrando que o Termo de Responsabilidade poderia ter prazo estendido, já convencionado no documento, “A BRK não foi correta, deixando o tempo passar, sem cumprir o que foi estabelecido”, avaliou e reclamou ainda porque todos os vereadores não teriam sido convidados para as reuniões feitas no gabinete do atual prefeito. “Agora, qualquer reunião que tiver, quero estar presente, seja onde for”, assegurou, alertando que a Câmara não vai aceitar mudar os termos do documento original.

Frederico assegurou que o presidente e todos os vereadores serão convidados para a próxima reunião com o Executivo, quando voltam a discutir o Aditivo do Termo de Responsabilidade.
(Da Redação/MIRA Jornal)

   

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  • Ranyele Castello
    13/11/19 16h56
    Na minha opinião o nosso prefeito Saulo Milhomem, estar fazendo um trabalho bem executado, o povo vem reconhecendo,...
  • José Professor
    13/11/19 06h21
    Continuação comentário anterior...: " punam com equidade os criminosos de todos os naipes, quem sabe, talvez, eu...
  • José Professor
    11/11/19 11h28
    Não é que estou fazendo sucesso graças aos meus comentários que são norteados para erros sem precedentes? Por umas...
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